Publicado no Jornal Contábil dia 21 de setembro de 2026.
Plataforma lê os XMLs da empresa, aponta inconsistências fiscais e calcula o ISCQ, indicador de 0 a 100 que mostra se a permanência no Simples ou a opção pelo regime regular de IBS e CBS preserva a competitividade nas vendas para outras empresas.
São Paulo, setembro de 2026. A TAX SimpliQ (taxsimpliq.com.br), plataforma de inteligência fiscal voltada a escritórios de contabilidade, apresenta ao mercado o ISCQ, Índice SimpliQ de Competitividade. O indicador consolida em uma única nota, de 0 a 100, o efeito da Reforma Tributária sobre a posição de uma empresa do Simples Nacional diante de seus clientes e fornecedores.
O contexto é a transição para o IBS e a CBS, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025. Nas operações entre empresas, o crédito que o comprador consegue apropriar passou a pesar tanto quanto o preço. A empresa do Simples que permanece no regime unificado transfere crédito limitado ao que recolheu dentro do Simples; a que opta pelo regime regular de IBS e CBS, previsto no art. 41 da LC 214/2025 e chamado no mercado de Simples Híbrido, transfere crédito integral, mas assume a apuração dos novos tributos. A escolha muda margem, preço e caixa, e precisa ser feita cliente a cliente.
O que a plataforma faz
A TAX SimpliQ trabalha a partir dos arquivos que o escritório já possui: XMLs de entrada e saída, faturamento e cadastro de NCM e NBS. Com esses dados, a ferramenta:
- identifica inconsistências e divergências cadastrais e fiscais que podem gerar autuação, e as converte em orientações objetivas para o contador;
- simula a carga tributária e a transferência de créditos nos dois cenários, permanência no Simples e opção pelo regime regular;
- calcula o ISCQ, cruzando variáveis tributárias, operacionais e comerciais da empresa.
O resultado é apresentado em três faixas:
- 85 a 100 (Competitivo): a empresa mantém posição confortável no novo cenário;
- 60 a 84 (Atenção): há pontos de exposição que pedem ajustes antes de decisões comerciais;
- abaixo de 60 (Alto risco): risco concreto de perda de clientes e de pressão sobre o capital de giro nas vendas B2B.
Os relatórios são pensados para leitura pelo contador e pelo empresário, sem exigir conhecimento prévio da legislação do IBS e da CBS.
Apoio à rotina do escritório
Além da decisão sobre o regime, a plataforma foi desenhada para a rotina de quem atende carteiras grandes de clientes do Simples: prazos curtos, volume de guias e responsabilidade por erros operacionais. A leitura automatizada dos XMLs funciona como uma segunda conferência sobre as operações, reduzindo a chance de que divergências passem despercebidas até a fiscalização.
Para Julyana Schneider Blau, contadora e consultora que participou da validação da ferramenta:
“Ter um segundo olhar em um sistema que detecta possíveis inconsistências de dados tranquiliza. O contador deixa de apagar incêndio e passa a orientar o cliente antes do problema.”
A TAX SimpliQ foi testada com escritórios de contabilidade durante o desenvolvimento.
Público e formatos
A versão atual é dirigida a empresas do Simples Nacional com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, faixa em que a decisão sobre o regime regular tem maior impacto. A plataforma passará a cobrir os demais regimes tributários nas próximas versões.
A plataforma está disponível em dois formatos: diagnóstico self-service, para uso pontual, e planos corporativos para escritórios de contabilidade, com gestão de múltiplos CNPJs. Os dados de cada empresa ficam isolados em arquitetura multi-tenant, e o tratamento segue a Lei Geral de Proteção de Dados. O lançamento ocorre às vésperas de 30 de setembro, prazo para que as empresas do Simples Nacional exerçam a opção pelo regime regular de IBS e CBS, o chamado Simples
